Longe, um mar movendo em meus ouvidos 

Yohanna Marie

Longe, um mar movendo em meus ouvidos

Salvador,  2018

Incubadora de Publicações Gráficas 

18x42cm

34pp

50 exemplares numerados

serigrafia sobre papel paraná, vegetal e manteiga

ISBN 978-85-64589-04-9

Uma carta para alguém e um poema para evocar o som. Num movimento de regresso a casa, coreografia de ausências que se completa quando se abraça. Longe, um mar movendo em meus ouvidos é feito de abraços-esboços, fotografias, escritos soltos, rasgos, costura e areia. Numa pretensa ideia de que um livro pode ser um mar, mover as ondas e desembocar tsunamis, maremotos, inundação. E que catástrofes também incitam cuidado.

 

Peluqueria Carangi: corte estilo guilhotina!

Silvan Kälin e Marie Carangi

Peluqueria Carangi: corte estilo guilhotina!

Recife, 2014

Aplicação

10.5cm x 13.5cm

O primeiro corte estilo guilhotina foi feito por Marie Carangi no dia 28 de abril de 2014 em Recife, no estúdio da Editora Aplicação. Os desenhos de Silvan Kälin são uma tentativa de prever possíveis resultados.

Limbo

Francilins 

Limbo

Salvador, 2014

Edição do artista

35 x 35 cm

1000 ex

Capa dura encadernada em espiral em caixa de papelão com vela

Limbo é uma espécie de apêndice do Inferno, localizado entre o terceiro e o quarto ciclos, conforme descrito por Dante Alighieri na Divina Comédia. Para este Inferno são enviados aqueles que não foram batizados pela Igreja Católica. As fotos do LIMBO são aparições luminosas que se apresentam no filme por meio de um método que lhes permite penetrar nas fendas do mundo comum, tornando-as visíveis ao olho humano, utilizando diferentes materiais, desde produtos químicos preparados pela Kodak, até coletados substâncias misturadas com elementos orgânicos. Este photobook único do fotógrafo brasileiro Francilins foi montado em uma estrutura baseada na sequência de Fibonacci, com abas que se abrem em várias direções. Suas múltiplas opções de design fazem dele um livro que além de objeto, é também um quebra-cabeça. Ele pode ser desmontado, suas páginas podem mudar a sequência ou cumprir funções não fornecidas pelo autor. Um livro infinito que vem com uma vela e um aviso impresso que diz: “Melhor visualizado com luz quente”.

Escavar o invisível

André Hauck e Camila Otto

Escavar o invisível

Belo Horizonte, 2015.

Edição dos artistas

21cm x 28cm

88pp

500 ex

Os registros fotográficos analógicos em p&b e colorido foram baseados em conceitos de topografia e fotografia documental, mesclados com fotografia vernacular, construindo uma cartografia particular e explorando o conceito de deriva como uma espécie de mapeamento visual de um percurso feito no bairro Jardim Canadá, Nova Lima – MG.

https://livrosdefotografia.org/publicacao/5487/escavar-o-invisivel

Panta Rhei

Alexandre Furcolin 

Panta Rhei

São Paulo, Estúdio margem, 2018

20cm x 28cm

52 pgs

Capas desenhadas a mão

Papel Miolo: Jornal

Tiragem de 60 originais

Impressão: Risograph em Meli Melo Press

Tudo está em mudança, nada permanece em repouso não se pode entrar duas vezes no mesmo rio.

Panta rhei – tudo está em fluxo – é um termo em grego arcaico que sintetiza noções do pensamento de Heráclito de Éfeso. O universo e todas as coisas estão em formação e mudança perpétua. A única realidade é a transitoriedade, é o estar se tornando. A identidade e permanência das coisas iguais a si mesmas existe somente no conceito dessas próprias coisas.

Escravos de Jó

Aline Motta

Escravos de Jó

São Paulo, edição da artista, 2016

20cm x 20cm

26 páginas em papel vegetal e papel jornal

1 página com texto crítico

Capa em papel Arjowiggins Color Plus

100 ex

O livro de artista é impresso em papel vegetal e papel jornal. As páginas em papel vegetal criam sobreposições, em que uma página acumula o conteúdo da página anterior e soma-se à página seguinte. No jogo “Escravos de jó”, os objetos são passados de um a outro, assim como o folhear de cada página é dado a partir da impregnação da página anterior com a seguinte.

O tamanho de letra pequeno se remete à tipografia de jornais do Rio de Janeiro datados entre 1820 e 1890 que continham anúncios de escravos fugidos. Os ícones presentes no trabalho, que foram retirados diretamente destes jornais, destacavam os anúncios. A estética de representação dos ícones indica a criação de um imaginário do negro, com todos os elementos estereotipados e preconceitos arraigados. A descrição dos anúncios continha muito claramente o grupo de procedência dos escravos que fugiam, informação que foi devidamente apagada de nossa memória, de modo contínuo e proposital.

A forma quadrada da publicação, juntamente com as formas em círculo, entram como uma cosmovisão de tempo contínuo, oralidade e comunidade. É um jogo sem hierarquias e horizontal, onde todos estão no mesmo nível.

http://alinemotta.com/Escravos-de-Jo-Job-s-Slaves-Livro-de-Artista-Artist-Book

The Best of Mr.Chao

Guilherme Gerais
The Best of Mr.Chao – A Futurologist Collection
São Paulo: Madalena, 2019
174 p.
24,7 x 35 cm
Encarte 24,6 x 35 cm, 16 p.
Design: Mariana Lobão
Texto: Timothy Morton ( excerpt from Dark Ecology )
200 ex.
English and Portuguese
ISBN: 978-85-69557-24-1


https://guilhermegerais.com/T-B-OF-M-C-Book