As férias de Hércules

as ferias de hercules

Fabio Zimbres  (São Paulo/SP, 1960)
As Férias de Hércules / Hercules’ Holidays
Porto Alegre: Edições Tonto, 1999
exemplar nº 105/250
32 p.
23 x 17 cm
serigrafia

Um livreto de desenhos de Fabio Zimbres, publicado como um catálogo de edição limitada da exposição no Museu do Trabalho em Porto Alegre, Brasil, em junho de 1999. Cada página dupla densamente ilustradas pelas aventuras de Hércules é uma serigrafia de uma cor diferente.

Image00028-(3) Image00030-(3) Image00031-(3)

Disponível em PDF: http://issuu.com/amir_brito/docs/zimbres_ferias_de_hercules

Anúncios

La Felicidad

la felicidade kevin simon

Kevin Simon Mancera (Bogotá, Colômbia, 1982)
La Felicidad
276 p.
17 x 24 cm.
[Bogotá], Jardín Publicaciones, 2012
400 exemplares.
Contém um encarte: “mapa la felicidad”
ISBN 978-958-46-1135-2

Em 2008, o artista colombiano Kevin Simón Mancera deu início a um projeto de
peregrinação por países da America Latina. Seu objetivo: encontrar a felicidade.
Para isso, escolheu tratar o problema como uma questão formal, de território,
e localizou em mapas digitais 13 lugares cujos nomes remetem ao termo.
Em sua peregrinação, Mancera passou pelo Equador, Peru, Bolívia, Argentina,
Colômbia, México e Cuba. No lugar de anotações ou de fotos digitais,
comuns a qualquer turista, o artista criou, para cada país, um livro de artista
com desenhos de sua experiência de deslocamento.
A compilação desses livros foi lançada em um único volume, intitulado
“La Felicidad”, publicado pelas Edições Tijuana em parceria com Jardín Publicaciones, por ocasião de sua exposição em São Paulo. A mostra reuniu desenhos, fotografias e livros de artista.

la felicidade kevin simon2

In 2008, Colombian artist Kevin Simón Mancera began a project of pilgrimage
through countries of Latin America. His aim: to find happiness. To this end, he
chose to approach the problem from a formal standpoint, as a question of territory,
using digital maps to locate 13 places whose names refer to this term.
In his pilgrimage, Mancera passed through Ecuador, Peru, Bolivia, Argentina,
Colombia, Mexico and Cuba. Instead of the notes or digital photos commonly
taken by tourists, the artist created, for each country, an artist’s book with
drawings of his experience of displacement.
During the exhibition, the compilation of these books was released in a single
publication entitled La Felicidad, by Edições Tijuana. The show also features
original artist’s books, drawings, and photographs.

la felicidade kevin simon3

O livro inteiro se encontra disponível neste link: https://issuu.com/simonmancera/docs/felicidad?backgroundColor=%2523222222%252F

http://www.volcanmudo.com/proyectos/felicidad-libro/
http://www.galeriavermelho.com.br/sites/default/files/expo/text/EXPO96_KEVIN%20SIM%C3%93N%20MANCERA_LA%20FELICIDAD_bx.pdf

 

Como es arriba es abajo

 

 

23_portada

María Isabel Rueda (Cartagena, Colômbia, 1972)
Como es arriba es abajo
Bogotá, Jardín Publicaciones, 2015
128 p.
22,5 x 30 cm
ISBN 978-958-46-6208-8

23_hojas

Como es arriba es abajo, de Maria Isabel Rueda, é um trabalho que se desenvolve em duas partes. Uma delas é a coleta diária, durante um ano, das folhas de uma árvore de Cróton que havia na frente de sua casa. De cada uma dessas folhas, ela fez desenhos monocromáticos enigmáticos que lembram o céu. María Isabel, também tirou fotos do céu em diferentes países do mundo. Como ela mesma diz, procurando algumas respostas no horizonte, lição que aprendeu com os indígenas, com muito amor e respeito. O resultado das fotos e dos desenhos é uma coincidência formal muito latente e, ao mesmo tempo, uma conexão primária com os elementos, o destino, a grandeza e a insignificância das coisas.

23_cielo1

Como es arriba es abajo, de Maria Isabel Rueda, es un trabajo que desarrolla en dos partes. Una de ellas es la recolección diaria, durante un año, de las hojas de un árbol de Croto que hay al frente de su casa. De cada una de estas hojas realiza enigmáticos dibujos monocromos que recuerdan el cielo. María Isabel, también hace fotos del cielo en distintos países del mundo. Como ella misma dice, buscando algunas respuestas en el horizonte, lo cual hace, aprendido de los indígenas, con mucho amor y respeto. El resultado de las fotos y los dibujos es una coincidencia formal muy latente y al mismo tiempo una conexión primaria con los elementos, el destino, la grandeza y la insignificancia de las cosas.

http://jardinpublicaciones.com/publicaciones/como-es-arriba-es-abajo/

Anatomia do Gol

Antonio Lizárraga _Haroldo de Campos_Anatomia do Gol (3)

Antonio Lizárraga, 1924-2009 (Buenos Aires, Argentina)
Haroldo de Campos, 1929-2003 (São Paulo, Brasil)
Anatomia do Gol
Massao Ohno / Timbre
São Paulo, 1985
22 x 30,5
portfolio, 12 folhas avulsas
Produção: Ruy Pereira
Projeto e arte final: Marcelo Tápia e Ruy Pereira

lizarraga

lizarraga-8

http://www.revistas.usp.br/
http://www.literaturanaarquibancada.com/

 

 

Obra adquirida com apoio da Fapemig, como parte do projeto de pesquisa Livros de Artista no Brasil

folha de são paulo 30nov1985.jpg

(…) Anatomia do Gol, um poema-código do artista plástico Antonio Lizárraga sobre um poema não-código de Haroldo de Campos. O livro “descreve” graficamente as diversas situações de uma partida de futebol, mas, pela dificuldade de sua “leitura”, dá a impressão de que os dois times poderiam jogar noventa dias, e não noventa minutos, para quem um deles fizesse pelo menos um gol (…)
Folha de São Paulo, 30 nov. 1985

 

SaveSave

Sobre o ponto

Rio de Janeiro, Pipoca Press
16 x 19 cm

76 p.
miolo em Pólen Bold 90g
impresso em risografia

A publicação Sobre o ponto, da artista plástica Eduarda de Aquino, é um passeio por pequenos enunciados e imagens que exploram a ideia de ponto nos mais diversos campos de conhecimento. Em espécie de meditação silenciosa, o livro é para ser lido com calma, sendo um convite à formulação de reflexões acerca de um símbolo simples e repleto de significados.

http://pipocapress.iluria.com/

Ten Isometric Drawings for Ten Vertical Constructions

fs1

Fred Sandback
Ten Isometric Drawings for Ten Vertical Constructions
New York City, USA: Lapp Princess, (1977), 2003.
[24] p.
15.3 x 15.3 cm
grampo
2000 ex.

Simple vertical lines on a three dimensionally grided field create surprisingly complex spatial relationships in this Lapp Princess Press publication, the first in a series.

fs2

Writer and art critic Amy Baker founded Lapp Princess Press in 1977 with the goal to create artists’ books that could be purchased by the widest possible audience. Works were published in editions of 2,000 and sold for $3 each. Other than the uniform format (6 inches square), artists were given complete freedom in terms of the content. Sandback, who would later marry Baker, was the first artist invited. Eleven others followed between the years of 1977 and 1979, until Baker left to become executive publisher of Artforum. Other artists include David Shapiro, Chuck Close, Victor Burgin and Alice Aycock.

O livro da Nina para guardar pequenas coisas

d9353168-2efa-423c-ac03-256b1e198b02
Keith Haring (Estados Unidos, 1958-1990)
O livro da Nina para guardar pequenas coisas
São Paulo, Cosac Naify, 2010

Português; capa dura
72 p.
23 x 31 cm
ISBN: 978-85-7503-888-8

Tradução: Alípio Correia de Franca Neto
Texto na quarta capa: Nina Clemente

Este slideshow necessita de JavaScript.

Além de incentivar a criatividade e o imaginário, O livro da Nina para guardar pequenas coisas nasceu a partir de uma história de afeto entre o artista plástico norte-americano Keith Haring (1958-90) e Nina, filha do pintor italiano Francesco Clemente. Em seu aniversário de sete anos, a menina recebeu de Haring um livro inteiramente personalizado. Na mesma linha de Rabiscos (2009), de Taro Gomi, O livro da Nina é um objeto pessoal para desenhar, pintar, colar adesivos, folhas, fotos dos amigos, lembranças de um dia no circo e até pensamentos – desde que sejam pequenas coisas. Publicado agora em fac-símile, a edição brasileira conta, ainda, com um depoimento exclusivo da própria Nina Clemente, 22 anos após ter ganhado o presente.

As criações de Keith Haring marcaram as artes gráficas dos anos 1980. Seu traço se popularizou pelo mundo todo e é admirado até hoje por artistas da nova geração, como Osgemeos. Veio cinco vezes ao Brasil, uma delas para participar da Bienal de Arte de 1983.

O livro da Nina para todos

Seguindo a linha iniciada por Rabiscos (2009), de Taro Gomi, em que as crianças são convidadas a interferir no livro, por meio de desenhos e colagens, a Cosac Naify publica O livro da Nina para guardar pequenas coisas, do artista plástico norte-americano Keith Haring (1958-90). O livro foi um presente de Haring para Nina Clemente – filha do pintor italiano Francesco Clemente –, em seu sétimo aniversário. A edição brasileira traz, na quarta capa, um texto exclusivo da própria Nina, hoje com 28 anos:

“Ele tinha uma capacidade inata de transcender a vida adulta e foi meu melhor companheiro de infância, para além da nossa diferença de idade. […] Fiquei muito feliz ao saber que O livro da Nina para guardar pequenas coisas seria publicado no Brasil. Eu morei algum tempo no Rio de Janeiro e sei que Keith ficaria contente também: a energia, as cores intensas, o ritmo e a vibração deste país estão em sintonia com sua arte e seu modo de vida”.

Keith Haring deixou um legado de ícones famosos: pinturas, esculturas, colagens, desenhos no metrô, em camisetas etc. Sempre preocupado com que suas obras alcançassem o grande público, preferia “expor” nas ruas, lojas e clubes – as exposições em museus e galerias vieram bem depois. O artista queria um tipo de arte que fosse realmente pública. Para ele, era inconcebível pensá-la separada da vida real: “Para quê pintar se não se é transformado por seu próprio trabalho?”, costumava dizer. Seus desenhos, que têm na primazia da linha sua maior força, sobrevivem até hoje e são admirados por nomes da nova geração, como Osgemeos.

Escrito e ilustrado por Haring, a proposta de O livro da Nina para guardar pequenas coisas é tornar-se um objeto pessoal da criança, para desenhar, pintar, colar adesivos, folhas, fotos dos amigos, lembranças de um dia no circo e até pensamentos – desde que sejam pequenas coisas. “Se quiser colecionar coisas grandes, arrume uma caixa”, alerta nas instruções.

A edição original, um fac-símile daquela que a Nina ganhou em 1988, foi publicada somente após a morte do autor, em 1994. Para adequar ao leitor brasileiro um livro manuscrito, feito inteiramente de modo artesanal, a Cosac Naify empreendeu um cuidadoso trabalho de desenho e ajuste das imagens e da fonte – desenvolvida a partir da letra do próprio Haring. O papel foi pensado de forma a resistir a cola, canetinha, durex e outros materiais.

Haring visitou o Brasil cinco vezes. A primeira, como artista convidado da Bienal de 1983, quando pintou um painel que não existe mais na avenida Sumaré, em São Paulo. Nas viagens seguintes, costumava se hospedar em Ilhéus (BA), na casa do amigo e também artista Kenny Scharf, onde pintou murais e produziu telas e esculturas inspiradas na cultura brasileira. Sempre rodeado pelas crianças, ele deixou um registro em seu diário sobre sua relação com Nina Clemente:

“Alguns dias antes de voltar de Nova York, visitei Nina e Chiara Clemente, e ficamos desenhando juntos nas paredes de sua casa. Acho que esse foi um dos momentos mais marcantes da minha vida. […] Tenho certeza de que fui um bom companheiro para muitas crianças e talvez tenha marcado suas vidas de forma duradoura, e lhes ensinado um pouco sobre o que é compartilhar e cuidar”. (Outubro de 1987, Keith Haring Journals, p. 239). Nina certamente concorda.

[fonte das imagens]